domingo, 5 de fevereiro de 2012

Ibase seleciona profissionais para pesquisa nos 14 municípios da área de influência do COMPERJ.





Rio de Janeiro, 30 de janeiro de 2012.

SELEÇÃO

O Ibase está selecionando profissionais para atuar como supervisores na realização de pesquisa quantitativa nos 14 municípios da área de influência do Comperj (Itaboraí, São Gonçalo, Niterói, Maricá, Saquarema, Tanguá, Rio Bonito, Silva Jardim, Casimiro de Abreu, Cachoeiras de Macacu, Magé, Guapimirim, Teresópolis e Nova Friburgo).
Os profissionais atuarão pelo período de um mês (março/2012), que inclui treinamento de três dias no município do Rio de Janeiro. Entre as funções atribuídas aos supervisores, está a seleção e coordenação de entrevistadores que atuarão na aplicação de um questionário fechado, em uma pesquisa amostral de fluxo, nos 14 municípios mencionados.
São consideradas caraterísticas necessárias:
-                   Nível superior completo nas áreas de Ciências Humanas ou da Saúde.
-                   Experiência com pesquisa quantitativa.
-                   Residir ou trabalhar em um dos 14 municípios em estudo.
-                   Disponibilidade.
-                   Possuir conta bancária.
            São consideradas características desejáveis:
-        Pós graduação (completa ou em curso) nas áreas de Ciências Humanas e da Saúde
-        Experiência em coordenação de equipe.
-        Conhecimento da região.

Aos interessados, favor encaminhar Curriculum Vitae até o dia 27_02 para o endereço eletrônico incid@ibase.br, com cópia para cfreitas@ibase.br, com o assunto “Seleção de supervisores Painel 3”.

Agradecemos desde já o interesse,

Equipe Incid/Ibase.



sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

FATOS CONTEMPORÂNEOS DO EMISSÁRIO DO COMPERJ


No Brasil, temos a garantia de algumas palavras populares serem inseridas na norma gramatical vigente; prática ainda pouco vivenciada no diálogo dos grandes empreendimentos com a sociedade. E, como no dito popular: “quanto maior a altura, maior será o tombo”. E, se tratando de Comperj, quanto maior o empreendimento, maior será o impacto na região, sejam eles positivos ou negativos. E, pelo andar da ‘carruagem’ ou diria ainda da ‘carroça’, sem o planejamento necessário em Itaboraí, corremos o risco de cairmos do cavalo.

Era noite do dia 25 de janeiro de 2012, para alguns munícipes o ponto em discussão na Audiência Pública, em Itaboraí, era o Projeto do Emissário Terrestre e Submarino do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, uma tubulação, com um trecho em terra e outro no mar, a ser implantada para escoar (passar, fazer correr ou escorrer) efluente industrial tratado produzido no Comperj e descartá-lo em local, doravante ‘ambientalmente adequado’. Contextualizando, efluentes são geralmente, produtos líquidos ou gasosos, no caso em questão, produzidos por indústrias, que são lançados no meio ambiente. Com recomendações legais, de que sejam tratados, com um sistema de monitoramento confiável.

A população presente em tal ato, mal teve entendimento do que estava sendo apresentado bem ali, diante dos seus olhos. Muitos cidadãos e cidadãs compareceram, cansados de um dia de labuta, ou, no caso das donas de casa, que deixando seus afazeres adiantados, se fizeram presentes, buscando ouvir algo que de certa forma tivesse ligação com a sua rotina. E, como ouvinte, o ponto que foi entendido em unanimidade é de que haverá algum tubo ou canos levando alguma coisa para algum lugar.

Enquanto isso, no mesmo dia e mesmo horário, no município do Rio de Janeiro, um fato, aparentemente, sem elo com o debate da Audiência Pública em Itaboraí, assolava todo o país: prédios desabando no Centro da cidade metropolitana! No avançar das horas, contagem contra o tempo para resgatar pessoas com vida... Vida, vida... Vida!

Mais um pouco, as possíveis causas do caos: a declaração do CREA, de que estava tendo obras no terceiro e no nono andar do edifício Liberdade (até parece analogia à vida e à morte), localizado no Centro - RJ, com mais outros dois prédios. E, algumas horas adiante, a afirmação também do CREA, de que estas obras eram ilegais.

ILEGALIDADE: palavra em comum nos dois acontecimentos com semelhantes datas e horários, em municípios separados pela Baía de Guanabara. E, que o acaso, colocara separados nas linhas do tempo simbolicamente da Ponte Rio – Niterói, na contemporaneidade do antes e do depois.

Tal fato até seria cômico, se não fosse trágico.

Enquanto Agenda 21, se tratando de preservação da vida no planeta, nos resta aclamar que se torne público, e, em linguagem clara, todo o processo de legalidade de tão vultoso investimento na cidade de Itaboraí e demais empreendimentos subseqüentes, como no caso, o ainda em projeto, Emissário Terrestre e Submarino do Comperj. E, paralelamente, as estruturas necessárias, que possa assegurar o mínimo de riscos, principalmente à população em maior proximidade.

Preocupa-nos ainda mais, o silêncio do povo Itaboraiense diante de medonhos acontecimentos, como se num ato profético, assemelhando-se ao silêncio dos familiares das vítimas dos prédios desmoronados no Centro do Rio de Janeiro, diante de uma catástrofe; abrigados pela Câmara Municipal.

Que a pedra fundamental, que na ocasião do início das obras do Comperj o presidente Lula profetizou como sinal de progresso, seja o alicerce responsável por muitas novas vidas unidas às já existentes na cidade de Itaboraí, e, não venham se transformar em pedras de escombros e de tristezas.                                                      



Ivone Chaves de Oliveira

Coordenadora Geral do Fórum da Agenda 21 de Itaboraí

sábado, 14 de janeiro de 2012

O tema IMPACTO AMBIENTAL ganhou destaque neste sábado, na rádio Fluminense 540 AM, na mesa redonda do programa “Sua Cidade e Seus Valores” sob o comando do radialista Nelson Carneiro".


O tema IMPACTO AMBIENTAL ganhou destaque neste sábado, na rádio Fluminense 540 AM, sob o comando do radialista Nelson Carneiro.
Nelson alerta para a temática “retilinização do Rio Guaxindiba”, principal rio do município de São Gonçalo, com 29 km de extensão desde a sua nascente até a foz na Baía de Guanabara; que assim como os demais rios da região, vem sofrendo intenso processo de assoreamento e recebendo grande carga de esgoto doméstico.
Fato em destaque, é que além dos rios em São Gonçalo, o município contava também com três lagoas: Capote (Anaia), do Coelho e Boa vista. Que hoje não existem mais!
Comungando com a sua preocupação e presentes na referida programação, Ivone Chaves, educadora ambiental e atual Coordenadora Geral do Fórum da Agenda 21 de Itaboraí, e, Heleno Cruz, ambientalista e também membro do colegiado de coordenadores do mesmo fórum, esclarecem à população a preocupação planetária das Agendas 21, com berço na Rio 92 (ou Eco 92) e no seu papel principal: a promoção de políticas públicas, principalmente nas denominadas Agendas 21 Locais.
O programa deu-se de forma interativa, com participação dos ouvintes, em transversalidade a outras temáticas pertinentes principalmente nessa região do Leste das Bacias, contemplando as três principais cidades: Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, que coincidentemente (ou não) teve noticiado no jornal O Fluminense, 2002, a grave situação, em ocasião a significativa diminuição da vazão dos Rios Macacu e Guapiaçu, tendo o abastecimento de água reduzido e posteriormente interrompido, comprometendo o abastecimento de água de quase 2 milhões de pessoas das referidas cidades.
Ivone e Heleno destacam o notório saber das legislações ambientais que versam sobre a situação das Bacias hidrográficas, da preservação da Baía de Guanabara e outras mais que atentem para a preservação da vida, com ainda muito pouca praticidade cotidiana, e, paralelamente menos ainda difusão da educação ambiental às populações impactadas.
A quem se apodera se dê as respectivas responsabilidades: governo, empresas e sociedade civil, cada qual a sua parte, mediante a proporção de ações. Respondendo em concomitância às suas faltas e impactos negativos já ocasionados, com suas seqüentes leis compensatórias; tendo o mesmo grau de importância às Audiências Públicas!
Em tempo, com término nesta epígrafe, registre-se sobre a Audiência Pública pertinente ao Projeto do Emissário Submarino do Comperj, em Marica e Itaboraí, marcado pelo INEA/ IBAMA, ambos no horário das 19h, a saber:
  1. Dia 24/01/12, em Marica: CIEP Brizolão 391 – Prof. Robson Mendonça Lou, sito à Leito da Estrada de Ferro, nº 05, Inoã;
  2. Dia 25/01/12, em Itaboraí: CIEP Brizolão 129 – José Maria Nanci, sito à Av. Flávio Vasconcellos, sem nº. Venda das Pedras.
Ivone Chaves de Oliveira
Coordenadora Geral do Fórum da Agenda 21 de Itaboraí

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

II SEMINÁRIO DA AGENDA 21 DE ITABORAÍ SUSTENTABILIDADE E PARTICIPAÇÃO RUMO À RIO +20


   No dia 15/12/2011, 8h às 17h, ocorreu o II Seminário da Agenda 21 de Itaboraí, no CIEP Brizolão 415 - Miguel de Cervantes, em Manilha-Itaboraí. Evento marcado por momentos riquíssimos em palestras com alto grau de excelência, no turno da manhã, nas falas de Jackeline Guerreiro, Marcelo Marujo e Carlos Frederico Castello Branco (Calico); em local seguido do mesmo nível de acolhimento, proporcionado pela gestora Iara Silva e referida equipe do CIEP 415.

O trabalho do turno da tarde seguiu-se a encaminhamentos como: formação de grupos de trabalho, contando com a representatividade do 1º, 2º e 3º setores da sociedade, com vistas a confecção de uma carta proposta para que Itaboraí organize o 4º Encontro de Centros de Educação Ambiental e cartas que apontem a problemática relacionada a falta de recursos específicos aos fóruns de Agendas 21 Locais, com solicitação de posicionamento por parte dos governos das esferas Federal, Estadual e Municipal.

Também foram retirados nomes para compor o GT do Fórum, com vistas ao acompanhamento no projeto de capacitação e utilização em Rede Brasileira de Educação Ambiental (REBEA) nos laboratórios de informática, na FACNEC de Itaboraí.

Posteriormente à criação dos GT's acima, os participantes do Seminário realizaram a leitura das metas que constam no Plano Municipal de Educação, no item Educação Ambiental, no que concerne à criação do Centro de Educação Ambiental em Itaboraí, fazendo ajustes às já existentes e criando novas metas condizentes a situações atuais da cidade.

Esse movimento foi apenas um exercício diagnóstico inicial na estrutura documental/legal existente na cidade. Posteriormente, a construção do referido projeto será ampliado, de modo que o CEA de Itaboraí, dentro da discussão da Rede CEAs, venha atender aos principais anseios das comunidades e demais setores sociais do município.

O dia foi marcado com intensa troca, possibilitado por um quadro considerável de parceiros locais e apoios governamentais Estadual e Municipal.

Infelizmente, também marcado por situações inesperadas e de constrangimento pela falta do cumprimento acordado por parte da Secretaria Municipal de Meio Ambiente com um membro do Fórum da Agenda 21 Local; que seria responsável pelo transporte de 3 palestrantes e um expositor. Atendendo apenas ao transporte da palestrante Jacqueline Guerreiro. Deixando descoberto os palestrantes Sr. Manoel Sanches e Sr. Carlos Frederico Castello Branco (este, atendido em última hora pelo veículo da Guardiões do Mar) e o expositor Sr. Davi Barbosa.

Registre-se aqui o repúdio do Fórum à esta atitude altamente desrespeitosa por parte da SEMMAURB com a qual a Agenda 21 Local tem trilhado uma caminhada de parceria e trabalho em conjunto.

E registre-se também o agradecimento do Fórum às demais Secretarias Municipais como a SEMEC e SEMOSP. Assim como ao pronto atendimento da Comunicação da Prefeitura quanto a cobertura de filmagem durante todo o evento e da fotografia no turno da tarde, apesar do intenso calendário de atividades comuns neste período de final de ano.

Aproveitando o período propício a retrospectivas, tão comuns a passagem de um ano que se encerra ao que se inicia, que nossos passos itaboraienses avancem junto e com a mesma rapidez de evolução e progresso nacional e mundial.

Colocando em prática o lema da Agenda 21: "Pensar global, agir local"


Ivone Chaves de Oliveira

Coordenadora do Fórum da Agenda 21 de Itaboraí

sábado, 10 de dezembro de 2011

"Sustentabilidade e Participação Rumo à Rio +20"

Inicio parafraseando: "gentileza gera gentileza"; nos deixou registrado nos muros das ruas da cidade do Rio de Janeiro, o saudoso Profeta Gentileza. Mas, neste momento, eu não estou me referindo àquele 'obrigado' dito após uma gentileza civilizada, praticada diariamente e que faz parte da postura profissional ou ainda, da postura que nos passam como sendo a mais educada.

Agradeço, enquanto reconhecimento de apoio, demonstração de apreço, particularmente àqueles e àquelas, que não têm obrigação alguma de ter-nos atendido. Pois no mundo em que vivemos, seja gigante ou minúsculo, não há tanta gente disposta a colaborações. Seja por falta de tempo, de sensibilidade, se sonhos, de humanização ou simplesmente, não se dispõe a fazer as coisas "andarem" sem se beneficiarem diretamente pelo que representa esta ajuda. Por isso mesmo o valor é imenso!

E a gratidão, ou a "gentileza" não se manifesta apenas quando se recebe, mas sim quando se ajuda, quando se dispõe.

Assim, juntos superamos obstáculos, desafios e rompemos tabus!

O que faz o mundo se tornar, se não melhor, ao menos muito diferente. Assim, se faz um fórum ser qualificado, como o nosso! Assim se faz o Fórum da Agenda 21 de Itaboraí!

Em mais um passo galgado, como no II SEMINÁRIO AGENDA 21 ITABORAÍ: SUSTENTABILIDADE E PARTICIPAÇÃO RUMO À RIO +20; exercitamos a práxis deixada nas ruas pelo profeta Gentileza, e, ainda um pouco mais, na expressiva coletividade da construção de um bem comum à cidade de Itaboraí, traçando o esboço de um Centro de Educação Ambiental que vai além dos muros das mais simples concepções. 

Em poucas palavras não invento. Retorno ao que parafraseei no início deste e retorno o melhor de mim, ao que recebo do melhor de todos que compõe a Agenda 21 Local.

Neste fim de ano expresso os meus desejos enquanto voz do Fórum, de um natal de "gentilezas" entre todos com quem nos relacionamos e nada mais nada menos, do que ressoar a palavra: OBRIGADA!
Feliz 2012!





Ivone Chaves de Oliveira
Coordenadora do Fórum da Agenda 21 de Itaboraí